Pirenópolis (Brasil) – 3 atrações da cidade goiana

Cidade histórica não é só em Minas Gerais! O 3em3 esteve em Pirenópolis, no estado de Goiás. A arquitetura colonial de quase 300 anos que está por todos os lados de Piri, como é carinhosamente chamada, é resultado de uma época em que a cidade prosperou com o ouro, antes facilmente encontrado no rio que corta a cidade, o Rio das Almas.

A questão é que esse ouro acabou e a população foi deixando a cidade. Assim, Pirenópolis se salvou dos tratores e blocos de concreto que a urbanização desenfreada do último século trouxe a várias cantos do Brasil. O fim de uma época rica evitou que a cidade crescesse e novas formas de economia atropelassem a alma do vilarejo.

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1) Cidade Histórica

Pirenópolis é um destino que combina história e ecoturismo como poucos. Há incontáveis cachoeiras e reservas naturais nos arredores e, mesmo no próprio centrinho, os casarões de pé na calçada já te acolhem de uma forma completamente diferente das cidades grandes. A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, a maior das várias igrejas da cidade, é a referência pra não se perder: visível de diversos pontos, devido ao tamanho e ao relevo acidentado de Pirenópolis.

Não perca uma volta pelas ruas Direita, do Rosário, Rui Barbosa, Bonfim, do Lazer e todas as outras que conectam as principais praças do centrinho. Do alto do Morro da Antena, nas primeiras horas do dia, dá pra ver as telhas vermelhinhas do casario de Pirenópolis ainda cercadas pelas nuvens baixas da manhã, presas por entre as montanhas.

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Naquele esquema: acordar cedo, tomar um café da manhã sensacional e sair pra curtir uma aventura numa trilha premiada por uma cachoeira no final. Volta-se ao anoitecer, come-se bem outra vez nos restaurantes da vila, iluminada por lampiões. Depois é só curtir a sua pousada, relaxando do calor do Cerrado e esperando mais um belo dia. Diga-se de passagem que as pousadas são muito caprichosas – eles sabem que o pessoal de Brasília, que fica a apenas 150km, costuma aparecer. Ainda assim, é um turismo de massa “findesemanizado” e bem moderado. No mais, Piri é uma cidade colorida, cheia de casarões coloniais, com gente espiando pela janela e apreciando a tranquilidade.

Em busca de história, gastronomia e muita natureza, o Brasil é o lugar certo! Veja mais destinos para explorar nosso país:

Bonito (Mato Grosso do Sul) – Todos os episódios sobre a nossa Disney do ecoturismo!
Capitólio (Brasil) – O que fazer e onde se hospedar na região
Foz do Iguaçu (Paraná) – O que fazer no lado brasileiro
Goiás Velho (Goiás) – 3 atrações para passar um fim de semana na cidade
Rio Quente (Goiás) – O que fazer no Rio Quente Resorts, Hot Park e Eko Aventura Park

2) Santuário de Vida Silvestre Vagafogo (Fazenda Vagafogo)

O Santuário de Vida Silvestre Vagafogo é uma RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural), assim como a maioria das reservas em Goiás. A fazenda tem um circuito de aventura de ecoturismo que passa por Arvorismo, Rapel, Pêndulo e Tiroleza. Depois de fazer o circuito completo, que dura cerca de duas horas, é hora de ir à sede da fazenda, onde eles preparam um brunch caseiro com ingredientes típicos da região.

Cada atividade separada: R$ 50,00
Circuito de aventura completo, com assistência (equipamento e guias) fornecida pela Cerrado Aventuras: R$ 140,00

A reserva fica a cerca de 5km do centro de Pirenópolis.

 

3) Cachoeira do Abade

As cachoeiras sempre envolvem parte carro, parte trilha. Uma por dia rende um bom passeio – afinal, natureza é pra desacelerar. A Cachoeira do Abade é uma das favoritas porque, apesar de estar a 25 km de Pirenópolis, é uma queda d’água totalmente vertical e direta, sem rochas ou escorregadeiras desviando o caminho das águas.

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Há duas trilhas desde a entrada da Reserva do Abade até a cachoeira de mesmo nome: uma de 2400 metros, que passa por pontes, cachoeiras menores de água potável, mirantes e mata virgem. A outra, de apenas 400 metros, é um atalho para marinheiros que não estão na primeira viagem e querem chegar mais rápido. Ambas as opções são auto-guiadas, com trilhas sinalizadas. Trilha rápida: R$ 20,00 Trilha completa: R$ 30,00 Outras cachoeiras de Pirenópolis, por distância:
– perto: Bonsucesso (5km) e Meia Lua (5km), Usina Velha (2.5km)
– distância mediana: Santa Maria e Lázaro (reserva Vargem Grande 11km), Reserva do Abade (14km)
– distante: Araras (20km), Cachoeira do Rosário, Dragões e Cidade de Pedra (40km)

Informações úteis:

– Alugar carro é amelhor opção, porque as pousadas e agências de turismo não vendem transporte para as cachoeiras e reservas naturais, que ficam entre 5 e 80 km de distância. As estradas tem grandes trechos não asfaltados. Para mochileiros, os moto taxis são a melhor opção para se locomover mas, colocando na ponta do lápis, o que se gasta com transporte para as atrações ao redor da cidade é tanto quanto ou mais que pegar um carro.
– Para chegar de ônibus: de Brasília eles saem da Nova Rodoviária, e não da Rodoviária do Plano Piloto. A companhia que faz é a Goianésia, que tem quatro viagens diárias e passagem custa cerca de R$26,50 cada trecho, dependendo do horário. O 150 km levam três horas para serem vencidos.
– Não há transporte para quem for continuar viagem até Goiás Velho, que foi meu caso. Ou pega um taxi (não são todos que vão aceitar ir), ou vai de ônibus até Goiânia para depois ir a Goiás Velho. Mesmo em Brasília, a capital mais próxima de Pirenópolis, a melhor maneira de se locomover é de carro.
– Não há aluguel de carro em Pirenópolis. Há de se trazer de Brasília ou Goiânia.
– Vá na época da Cavalhada para ver um dos maiores e mais tradicionais festivais do Brasil. Uma encenação de lutas e desfiles de cavaleiros medievais e percorre as ruas da cidade por três dias, 45 dias após a páscoa.
– Errata: eu, Tiago, disse no vídeo “Igreja da Nossa Senhora do Bonfim” quando, na verdade, a informação correta é Igreja do Nosso Senhor do Bonfim.

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Sobre o Autor
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Desde que descobriu que viajar é possível, viciou. Muita disciplina financeira, um pouco de sorte. Nada como uma viagem após a outra. Escreve o blog Esvaziando a Mochila desde 2009. Publicou, em 2014, o trabalho fotográfico Rumo às Primeiras Mil Viagens, compilação de 100 retratos e paisagens feitos pelo mundo, durante quatro anos.