Goiás Velho (Brasil) – 3 atrações para o fim de semana

Se fosse em Minas, seria considerada uma das cidades mais bonitas do Brasil. A fiação elétrica enterrada, as ruas de calçamento de pedra original e uma paz difícil de ser interrompida. Se a vizinha Pirenópolis se arruma um pouquinho mais quando sabe que os visitantes vão chegar, Goiás Velho não montou operação turística alguma. Mesmo pacata, ela se faz bonita para agraciar seus próprios habitantes.

Ex Vila Boa de Goiás ou simplesmente Goiás, Goiás Velho é de fazer inveja a cidades portuguesas até em Portugal. Pelo pouco movimento de carros, a falta de letreiros nas fachadas, a atmosfera deste conjunto arquitetônico, 90% original, exala história.

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A cidade perdeu a condição de capital do estado de mesmo nome, na década de trinta e, talvez muito por causa disso, ganhou a condição de patrimônio da humanidade em 2001. Ter saído do cenário político em uma época que grande parte do patrimônico arquitetônico Brasileiro foi varrido, levou a Cidade de Goiás para outra dimensão. Em quase momento nenhum a magia de cidade parada no tempo é quebrada. Pelo contrário, é preciso esperar por vários minutos para que alguém passe nas ruas e, em nossas fotos, elas não apareçam sem uma viv’alma.

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É uma pena não haver transporte direto entre Pirenópolis e Goiás Velho. As duas podriam formar um roteiro de excelência, saidno de Goiânia, capital do estado de Goiás, e terminando em Brasília, nossa capital megalomaníaca em forma de avião.

Tente ir em um sábado. Ainda é extremamente calmo, mas a ruazinha que liga a casa de Cora Coralina com a Praça do Coreto tem algum movimento a noite, por causa da feirinha noturna.

 

1) Casa de Cora Coralina

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Nesta casa, hoje transformada em museu pela própria família, nasceu e morreu Cora Coralina, uma das maiores poetisas da história do Brasil. Apesar de ter morado em várias cidades do interior de São Paulo, onde também se casou e teve filhos, Cora voltou à sua terra para passar seus últimos anos de vida. Publicou seu primeiro livro aos XX anos e, além disso, tornou-se doceira famosa em Goiás.

Muitos móveis e pertences de Cora ainda estão na casa, na mesma posição em que ela os deixou. A visita guiada, de cerca de 20 minutos, custa R$ 6,00.

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2) Lago do Chafariz

O chafariz em questão foi construído há cerca de 250 anos, mas já secou há 50. O largo, em compensação continua vivíssimo – as fachadas ombro a ombro, as conversar de janela em janela. No topo da praça, o Casa de Câmara e Cadeia (antiga prefeitura, hoje transformada em Museu das Bandeiras) vigia a cidade.

Museu das Bandeiras: R$ 2,00

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3) Empadão

Goiás tem uma especiaria gastronômica que é de apaixonar: o empadão. Experimentá-lo é garantia de comer vários outros durante a viagem. Quase qualquer restaurante da região prepara a iguaria, mas o melhor que eu comi foi mesmo o da Dona Maria Martins, na feira noturna de Goiás Velho.

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Lá pelas 6 ou 7 da noite, o pessoal sai pra rua, no pequeno lago que há bem à frente da casa de Coralina, do outro lado da ponte. Em meio à barraquinhas de bebidas, artesanato e doces, está a do empadão. Ele é exatamente isso que o nome diz, uma empada gigante. A diferença é que, o tradicional, leva todos os sabores possíveis na mesma empada: frago, lombo, linguiça, ovo, molho de tomate, azeitona e guariroba (palmito amargo). O da Dona Maria Martins, servido na panela de barro, custa R$ 12,00.

Informações úteis:

– Planejando visitar algumas das cachoeiras em volta da cidade, ou continuar a viagem até Pirenópolis, vá pra Goiás Velho de carro.
– Se for apenas visitar a cidade em si, há ônibus da companhia Moreira, partindo de Goiânia.

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Sobre o Autor
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Desde que descobriu que viajar é possível, viciou. Muita disciplina financeira, um pouco de sorte. Nada como uma viagem após a outra. Escreve o blog Esvaziando a Mochila desde 2009. Publicou, em 2014, o trabalho fotográfico Rumo às Primeiras Mil Viagens, compilação de 100 retratos e paisagens feitos pelo mundo, durante quatro anos.