Rio de Janeiro (Brasil) – 3 passeios essenciais em 3 minutos

1) Cristo Redentor (Corcovado)

Para paulistas, o primeiro choque a ser superado é que o Pão de Açúcar e o Corcovado não são a mesma montanha. É covardia que uma cidade só tenha duas belezas desse nível, mas é verdade.

A vista que você vai ter do Cristo Redentor, que fica no alto Corcovado, é aquela que está em todos os guias de viagem do Rio de Janeiro e que te convenceu a ir pra lá. Essa é a atração obrigatória da cidade, a foto que a gente vai fazer de braços abertos, apanhando pra encaixar o monumento no enquadramento.

De lá, dá pra ver quase a cidade inteira, em todas as direções. O Maracanã, o centro histórico, a Ponte Rio-Niterói, a própria Niterói, a Lagoa, as praias da Zona Sul… isso tudo, se o tempo colaborar. É comum que as nuvens encubram parte da paisagem. Se tem uma frase repetida
lá em cima é: “poxa, não deu pra ver tudo… teremos que voltar”.

Como chegar (veja as informações também neste mapa):

Se quiser ir com o Trem do Corcovado: pegue metrô até o Largo do Machado. De lá, pegue o ônibus Integração Cosme Velho. Ele te deixa em frente a estação de trem. Ali, as filas são constantes e longas, e você ainda precisa comprar o bilhete para o Cristo.

O avançado do básico:

– Se não fizer questão de pegar o trem: do próprio Largo do Machado, dá pra comprar o transporte de ida e volta em vans particulares, que fazem o trajeto completo até o topo do Corcovado e já incluem a entrada para o Cristo.

– Dá pra pegar essas vans, também, com muito menos fila, em Copacabana, na Praça do Lido.

– Quanto mais cedo você for, melhor. Dê preferência ao primeiro horário, às 8 da manhã. O terraço é pequeno e a quantidade de gente lá em cima é impressionante.

2) Pão de Açúcar

O Pão de Açúcar é um conjunto de atrações – começando pelo bondinho suspenso, que é um dos mais famosos do mundo. Depois, porque o topo do Pão de Açúcar é a segunda parada do bondinho. Antes, ele tem uma estação mais baixa, no Morro da Urca, em um nível um pouco mais baixo. As estações têm modelos de bondes antigos, lanchonetes, casa de máquinas e, principalmente, mirantes – diversos espaços para contemplar a vista.

O cristo é a vista obrigatória, mas o Pão de Açúcar é a mais bonita. É daqui que você vê a cidade de fora pra dentro e percebe o quanto o Rio é tão único. Parece que começaram a cidade com as contruções, os prédios, casas, aeroportos… e depois surgiram as montanhas, as praias e os lagos pra espremer tudo isso em um cenário inacreditável.

Como chegar:

A estação de metrô Botafogo é a mais próxima. A caminhada até o bondinho é longa, porém agradável. Na volta, se você estiver hospedado na Zona Sul, pegue o ônibus 512, que volta por Copacabana, Ipanema e Leblon, passando pelo miolo dos bairros, duas ou três ruas depois da orla.

O avançado do básico:

Não é recomendável, mas se o tempo estiver curto, dá pra fazer o Cristo e o Pão de Açúcar no mesmo dia. O Cristo de manhã bem cedo, no primerio horário, às 8:00. Depois, das 10 da manhã as 3 da tarde, a hora mundial do city tour, vá pra praia tomar caipirinha. Só então vá ao Pão de Açúcar, ver o sol se por atrás do Cristo.

O bondinho custa R$ 62,00. Agora, querendo um pouco mais de aventura, dá pra subir de graça até o topo do Morro da Urca, por uma trilha que começa no canto esquerdo da Praia Vermelha. O trajeto íngreme, porém curto, pode ser vencido em cerca de 45 minutos.

3) Confeitaria Colombo

A Confeitaria Colombo é uma lembrança da época de um Centro glamuroso. O interior parisiense foi conservado idêntico durante os 120 anos de vida do estabelecimento. Apesar de ter várias atrações históricas, o Rio não tem nenhuma tão nostálgica quanto este café, que já foi frequentado por tantos ilustres como Villa Lobos, Olavo Bilac e Chiquinha Gonzaga. O funcionário mais antigo da casa, Orlando de Almeida, chegou a servir Juscelino Kubistchek e Getúlio Vargas.

Como chegar: estação Carioca do metrô.

Esse foi o primeiro episódio do 3em3 sem câmera “profissional”. Apenas celular e GoPro, sem lentes anexas ou modificadores extras. Não tem nada a ver com segurança, até o porque o Rio nunca esteve tão tranquilo. Mas pelo conceito de mostrar que é possível guardar uma bela imagem apenas com o equipamento que você já tem.

Imagens: Tiago Caramuru
Texto: Tiago Caramuru
Edição: Tiago Caramuru e Anderson Spinelli

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Sobre o Autor
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Desde que descobriu que viajar é possível, viciou. Muita disciplina financeira, um pouco de sorte. Nada como uma viagem após a outra. Escreve o blog Esvaziando a Mochila desde 2009. Publicou, em 2014, o trabalho fotográfico Rumo às Primeiras Mil Viagens, compilação de 100 retratos e paisagens feitos pelo mundo, durante quatro anos.