Halong Bay (Vietnã) – Como é fazer o cruzeiro de 3 dias

A Halong Bay é onde a natureza extrapolou na hora de presentear o Vietnã. A baía é um labirinto aquático, formado por duas mil ilhas verticais que brotam das águas esverdeadas e se perdem no horizonte. Não faça a bobagem de passar só uma tarde por aqui. Fique uma ou duas noites convencendo seus olhos de que, sim, esse cenário é real.

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Só é possível visitar a baía através de tours e seu barco será sua casa por algum tempo, então escolha uma boa operadora. Assim, você não cai em golpes como falta de comida ou barco com rato. O Kangaroo Cafe e a Vega Travel são agências confiáveis. O tour de três dias de ambas é muito parecido: incluem todas as refeições feitas no barco, a noite no hotel da Cat Ba Island e atividades programadas como ciclismo e caiaque. Custa aproximadamente US$ 210,00 por pessoa em cabine privada, ou US$ 170,00 compartilhando o quarto.

Deixe para comprar os tours lá mesmo – tudo que é online no Vietnã, é desconfiável. Há o local exato das agências no mapa que está no final do post.

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1) Dia 1 – Viagem de 4 horas a partir de Hanói e chegada a Halong Bay, por volta de 12:00.

Minha cabine era bem simpática e aconchegante. Uma suíte com banheiro e vista pro mar. Não é absolutamente nada luxuoso como o pacote sugere, mas aí é que tá a graça toda. Todo de madeira escura, o barco tem algo de navio pirata. Tinha pouca gente e zero de música bombando. Bem intimista. A mobília pesada, típica do oriente. Acho sensacional esse clima de Ásia retrô que deixa a experiência muito mais convidativa.

Eram três andares, distribuídos assim: o primeiro com seis cabines, todas com janelas para o mar. O segundo é a sala comum, onde servem todas as refeições, cercado por uma sacada. E no teto, o deck superior, com espreguiçadeiras pra ficar admirando a paisagem.

Logo no primeiro dia, já teve expedição às cavernas. A área da Halong Bay era alagada há milhões de anos e, o interior de algumas dessas ilhas verticais, também. Depois, o barco estaciona em uma área próxima e a galera pode fazer caiaque ou nadar pelas água mornas da baía.

Um cenário meio Indiana Jones, meio Jurassick Park. Quando a noite cai, a tripulação prepara um belo jantar e, então, deixa a gente curtindo aquele silêncio impagável. O Vietnã é um país barulhento e, depois de um mês viajando por ali, a tranquilidade é um presente.

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Este é o oitavo de nove vídeos da série que fizemos sobre o Vietnã. Todos foram gravados em Maio/2015, em uma viagem de 30 dias que percorreu o país de sul a norte. Assista também aos outros episódios:

Vietnã Ep.01 – Delta do Mekong – Os mercados flutuantes de um dos maiores deltas do mundo.
Vietnã Ep.02 – Saigon (Ho Chi Minh City) – A Belle Époque francesa e a Guerra do Vietnã.
Vietnã Ep.03 – Saigon 2 – O nome já mudou para Ho Chi Minh City há 40 anos, mas você vai acabar chamando de Saigon – a frenética metrópole do sul dos dias de hoje.
Vietnã Ep.04 – Dalat – A Campos do Jordão do Vietnã.
Vietnã Ep.05 – Hoi An – Chapéus de cone, bicicletas velhas e lanternas de papel – a Ásia que você estava procurando.
Vietnã Ep.06 – Hue – A cidade-sede do Vietnã Imperial.
Vietnã Ep.07 – Hanói – O que fazer em 48 horas na capital vietnamita.
Vietnã Ep.09 – Sa Pa – Montanhas, arrozais e tribos isoladas do extremo norte.

2) Dia 2Tip Top Island e Cat Ba Island
Os dias começam cedo no Vietnã e, na Halong Bay, não é diferente. Às 7 da matina, a gente já estava subindo as escadarias até o topo da Tip Top Island ( ou Ti Top Island ), que é de onde se tem as vistas mais lindas da baía. Foram cerca de duas horas livres para ficar circulando entre o mirante e a praia que há na pequena ilha.

De volta ao barco, era hora de tomar o rumo da Cat Ba Island. De tarde, um circuito de aventura, com cicilismo e trekking pelo vilarejo de Viet Hai. Perto do anoitecer, fomos para o litoral da ilha, onde fica a zona hoteleira. Cat Ba é um destino de férias popular entre os chineses e, por isso, espere restaurantes lotados e guerra de caixas de som entre eles. Mas não foi nada que essa vista da sacada do hotel não pudesse curar.

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3) Dia 3 – Minha câmera já esteve onde nem eu estive

É verdade, era pro terceiro dia ser só uma volta tranquila. Mas já que seriam quatro horas pra voltar da Cat Ba Island até o porto de onde tudo começou, a gente falou com o comandante e resolveu dar um último pulo na água. Foi aí que aconteceu essa quase tragédia: logo que pulei na água, a câmera escapou da minha mão.

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Assim que eu percebi que tinha a soltado, já me resignei. Impossível resgatar um treco desses a quase dez metros de profundidade. Eis que meia hora depois conversando com o guia e alguns pescadores de uma vila próxima, um herói apareceu! Um pescador mergulho, respirando apenas por um caninho de ar, pra procurar minha câmera lá em baixo. Disse que se encontrasse, eu teria que pagá-lo US$ 10,00. Aceitei antes dele terminar a frase. E foi por causa desse pescador herói que a minha história na Halong Bay teve final feliz =D

Se você estiver traçando sua rota pelo Sudeste Asiático, não deixe de conferir nossos outros episódios no Vietnã!

 

Texto / Imagens: Tiago Caramuru

Edição: Tiago Caramuru / Anderson Spinelli

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Sobre o Autor
- Desde que descobriu que viajar é possível, viciou. Muita disciplina financeira, um pouco de sorte. Nada como uma viagem após a outra. Escreve o blog Esvaziando a Mochila desde 2009. Publicou, em 2014, o trabalho fotográfico Rumo às Primeiras Mil Viagens, compilação de 100 retratos e paisagens feitos pelo mundo, durante quatro anos.