Belize – Episódio 3 – Como visitar as melhores ruínas maias e cavernas do país

Os belizenhos dizem que, circulando pelo interior do Belize, é mais fácil trombar com uma ruína que uma casa. Há tantas excavações sendo feitas por Cayo, província central cheia sítios arqueológicos, que elas sequer tem data para terminar.

1) Caracol (com Rio on Pools e Rio Frio Cave)

A gente começou o dia partindo rumo a Caracol, o maior e principal desses complexos arqueológicos. Como a rota é longa e dura cerca de três horas, dá pra programar paradas diferentes na ida e na volta. Na ida, paramos pra admirar o lindo Rio on Pools, um complexo de cachoeiras e piscinas naturais. Na volta… opa, calma. Ainda nem chegamos!

Rio on Pools.

O complexo de quedas d’água é lindo, mas e apenas para contemplação. O nado não é permitido.

Do topo da Caana, como diziam os Maias, ou Skyplace, em inglês. O ponto mais alto do sítio arqueológico de Caracol.

Cuidado com essas escadas!

A vista lá de cima é espetacular!

Encontre o modelo.

Entrada da Rio Frio Cave.

Na Rio Frio, as águas são limpas e correntes. O banho cai muito bem no calor da selva.

Pé-direito altíssimo!

Enfim, estávamos em Caracol. Pra ter uma idéia da grandeza de quem já passou por aqui: quando o Belize era um território de cidades maias independentes, há coisa de dois mil anos, a população era de cerca de um milhão de pessoas. Hoje, o país é ocupado por trezentos mil habitantes. O nome original da cidade, na língua dos Mayas era Uxwitza – Caracol é o batismo dado pelo explorador britânico A.H. Anderson, quando ele descobriu as ruínas em 1938.

Há algumas hipóteses sobre porque o nome foi dado, mas nenhuma delas é tão interessante uanto
escalar essas pirâmide. A Caana, ou Skyplace, que e otopo da maior pirâmide do complexo, permanece sendo a segunda estrutura mais alta de todo o Belize. Cuidado, os degraus são finos e escorregadios. Algum preparo físico é exigido pra se chegar ao topo, especialmente nas partes em que as escadarias estão severamente danificadas.

Preço: aprox. US$ 120,00 por pessoa, dependendo das combinações de passeios que forem feitas. Como chegar: a Yute Expeditions nos levou, em veículo caminhonete 4×4. Leva aproximadamente três horas para ir e outras três para voltar a San Ignacio.

2) Barton Creek Cave

Apesar do mar azul claro, quase transparente, o Belize não gastou toda sua beleza no litoral. A porção continental do país é formada quase inteira por selvas tropicais cheias de mistérios. Uma delas é Barton Creek, uma caverna inundada, já utilizda como templo pelos mayas – há até alguns crânios e ossadas de corpos oferecidos para sacrifício -, e que só é acessada por barco. Embarque numa canoa, pegue sua lanterna e vá breu adentro para escutar o silêncio e a paz deste lugar.

O 3emDrone registrou a entrada do 3em3 na caverna!

Barton Creek, sob os olhos da canoa.

Dá pra combinar a Barton Creek com Caracol, mas, neste caso, você teria que desisitr da Rio Frio Cave. Ambas são espetaculares mas, apesar de cavernas, não tem nada a a ver uma com a outra. A Rio Frio é acessada por caminha e você pode nadar nas águas rasas do poço. Na Barton Creek você vai mais ao fundo e observa as formações rochosas de dentro da canoa.

As diversas formações rochosas esculpidas pela água

Nos sentindo arqueólogos exploradores Indiana Jones.

Preço: aprox. US$ 120,00 por pessoa. É possível combinar com Caracol, em detrimento da Rio on Pools ou da Rio Frio Cave. Esses trajetos são negociáveis com a Yute Expeditions.

3) Iguana Project (com San Ignacio Hotel)

Além de ser diparado o melhor destino pra quem gosta de natureza sem multidões que eu já fui, eu gosto muito da espontaneidade do Belize. Os hotéis de rede ainda não chegaram, os navios de cruzeiro aportam muito pouco e os restaurantes são todos negócios familiares. E não tem legislação contra nada disso, é que simplesmente a população não é muito chegada em consumir gringuismo.

Em San Ignacio, a gente ficou no charmosíssimo San Ignacio Hotel. Sabe esses filmes de Caribe, que tem um bar estiloso, com vista pra piscina e o personagem pricipal do filme toma seus drinks por ali, pensando na vida? Foi assim que a geten se sentiu! E o mais legal, dentro hotel, funciona o Iguana Project. O santuário de iguanas recupera animais feridos e resgatados do tráfico. Alguns deles, como essa simpática e exibida senhora posando em nossas cabeças, não voltarão à selva. Acontece que eles foram encontrados muito machucados e não poderiam viver fora do cativeiro. Já outros, estão esperando para serem liberados a qualquer momento, 100% prontos para ir à vida lá fora. Que bicho mais lindo e intrigante!

Vai divagar aí que tem iguana passando!

O classudão Hotel San Ignacio.

Quarto do San Ignacio Hotel & Resort.

Sidão e iguana no Iguana Project.

Você vê essas lindezas de pertinho!

Olha essa aqui mudando de cor pra se camuflar.

Preço: quartos no San Ignacio Hotel e Resort saem a partir US$ 225,00. Reserve aqui. Para visitar o Iguana Project, dirija-se ao hotel e pague no balcão a taxa de visitação de US$ 9,00.

San Ignacio, apesar de ficar no interior, é um das cidades mais caribenhas do Belize. A atmosfera que se respira por todo canto é muito amigável e relaxada. Para sentir um pouco do ambiente, almoce no Rodriguez, que faz o prato mais típico do país: frango assado com arroz e feijão. E a partir das 7 da manhã, o café da manhã do Pop’s também é uma pedida excelente para experimentar os fried jacks, massa frita para coer com pasta de feijão, espinafre e bacon.

Peito de frango assado com arroz e feijões vermelhos. Experimente no Rodriguez este prato clássico do Belize.

Café da manhã do Pop’s. Que pão na chapa o quê!

Viagem patrocinada pela Copa Airlines e Belize Tourism Board.

Texto: Tiago Caramuru
Imagens: Tiago Caramuru / Sidney Michaluate / Anderson Spinelli
Montagem: Levi Freschi
Edição: Tiago Caramuru / Anderson Spinelli

 

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Sobre o Autor
- Desde que descobriu que viajar é possível, viciou. Muita disciplina financeira, um pouco de sorte. Nada como uma viagem após a outra. Escreve o blog Esvaziando a Mochila desde 2009. Publicou, em 2014, o trabalho fotográfico Rumo às Primeiras Mil Viagens, compilação de 100 retratos e paisagens feitos pelo mundo, durante quatro anos.